Espaço Cultural Christino Castro

A Cidade de Floriano | Quem é Christino Castro | Espaço | Museu Zezé Castro
Biblioteca Da Costa E Silva | Atividades | Intercâmbio Cultural

 

A Cidade de Floriano, Estado do Piauí, está situada a 256 km da Capital, Teresina, à margem direita do médio rio Parnaíba, em frente à Cidade Barão de Grajaú, Maranhão. Tem clima quente seco, no verão, e úmido na época das chuvas. A Cidade possui 46 mil habitantes, e a população do Município, cerca de 55 mil moradores.

Através da Lei n. l44, de 08 de julho de 1897, a antiga Vila da Colônia São Pedro da Alcântara, fundada pelo Engenheiro Agrônomo Francisco Parentes, foi elevada à categoria de Cidade com a denominação Floriano, em homenagem ao “Marechal de Ferro”, Presidente da República Floriano Peixoto. A Lei que criou o Município e a Cidade de Floriano foi assinada pelo Governador da Província do Piauí, Raimundo Artur de Vasconcelos.

Floriano desfruta de uma posição geográfica privilegiada, por estar localizada no entroncamento das principais vias de transporte que levam ao sul do Piauí e do Maranhão, uma das regiões mais férteis do País. Graças a esses fatores naturais e à operosidade e dedicação de sua gente, à capacidade dos seus empresários e das lideranças políticas locais, Floriano alcançou grande progresso em pouco tempo, o que lhe valeu a alcunha de “Princesa do Sul”.

Ao completar 107 anos de sua criação e autonomia política, Floriano é um dos principais pólos de desenvolvimento econômico e social do Estado, com notável desempenho nos setores do comércio, cultura e turismo, com forte presença na vida pública do Piauí.

Possui adequada estrutura de ensino básico, médio e superior, sendo um centro de referência no Estado e norte do Pais, neste setor. É servida também por uma rede hospitalar com grande capacidade de atendimento aos moradores da região em várias especialidades médicas.

Por ocasião dos festejos do 1o Centenário de Floriano, no dia 08 de julho de 1997, Christino Castro, dentre outras personalidades locais, teve o nome lembrado e reconhecido o seu trabalho ao ser agraciado com as Comendas de Honra ao Mérito post-mortem do Governo do Estado do Piauí e da Prefeitura do Município, assim como em livros e outras publicações feitas sobre os cem anos de vida gloriosa da Cidade de Floriano.
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Vê-se, pois, a partir dessas homenagens que o sonho de Christino Castro visando o progresso de Floriano e do rico vale do Gurguéia não acabou. Permanece vivo em nós como um grande desafio lançado às novas gerações da Cidade e às elites dirigentes do Piauí.

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     Christino Raimundo de Castro nasceu no dia 24 do mês de julho de 1891, na pequena cidade de Nova Iorque, situada na região do Alto Parnaíba, sul do Estado do Maranhão. Filho de Francisco Raimundo de Castro e de Teodolina de Souza Castro, era o segundo na ordem cronológica dos descendentes do casal, sendo seus irmãos: Raimundo Mamede de Castro (1885 - 1962), casado com Elvina Alves de Castro; Agripino Raimundo de Castro (1895 - 1964), casado com Maria Alves Sobrinha de Castro (Nicota) e Luiz Raimundo de Castro (1909 - 1957), casado com Maria Fonseca de Castro (Santinha), esta, ainda vive e reside na cidade de Teresina - Piauí.

     Oriundos de uma família afeita à agricultura e ao comércio, mudaram-se para Floriano, em 1898, onde o seu pai organizou a firma Francisco Castro & Filhos, sendo um dos pioneiros na recém-criada cidade. Aqui viveu a sua infância, fez o curso primário com aplicação e brilhantismo. Como não havia àquela época curso ginasial ou superior ao alcance, Christino dedicou-se ao comércio, atividade para a qual sentia-se atraído. Primeiro com o pai, Francisco. Depois, querendo alçar vôo mais alto e trabalhar por conta própria, organizou, com o irmão  Agripino, a firma Christino Castro & Irmão, no ano de 1920, com sede na praça João Pessoa, atualmente praça Sebastião Martins, em Floriano.

     Cedo a sua firma tornou-se uma das maiores e mais importantes empresas do Piauí e sul do Maranhão, aproveitando o grande progresso experimentado naquele tempo pelas cidades ribeirinhas do rio Parnaíba, de modo especial Floriano, por sua posição geográfica, capacidade dos seus empresários e das lideranças políticas. Dedicada ao ramo do comércio de importação de mercadorias do estrangeiro, especialmente ferragens, tecidos, louças importadas, e outras especialidades, e à exportação dos produtos da região para o exterior e outras praças do país, a firma Christino Castro & Irmão gozava de grande conceito e credibilidade.

     No início da década de 30, a firma liderada por Christino Castro decidiu expandir os negócios rumo ao sul do Piauí onde divisou as potencialidades do rico vale do rio Gurguéia para o plantio do arroz e do algodão de boa qualidade para a exportação. Contando com o apoio e a colaboração do Governo estadual, à sua frente o Cel. Landri Salles Gonçalves, encarregou-se de construir a estrada carroçável ligando Floriano - Nova Lapa - Bom Jesus, a qual cobria o mesmo trajeto da atual rodovia Transpiauí, ampliando as fronteiras do comércio florianense, enquanto estabelecia via terrestre a integração do sul do Piauí, anteriormente mais ligado à Bahia, com a capital do Estado, em Teresina.

     Em Nova Lapa e em Bom - Jesus, instalou filiais de sua firma desenvolvendo muitos projetos, tais como: financiamento com recursos próprios da produção agrícola e criação de gado; implantou usinas de beneficiamento de arroz e de algodão, instalou energia elétrica residencial e pública nestas cidades, abriu farmácias e contratou médicos em Bom - Jesus, que atendiam semanalmente aos doentes, criou empregos diretos e indiretos, contribuindo para a prosperidade e melhoria da qualidade de vida da população local. Para transportar os produtos da região, adquiriu no exterior uma frota de 12 caminhões, os quais faziam o tráfego regular entre aquelas cidades e Floriano.

   

     O povo alegre cantava nas reuniões festivas as músicas feitas pelo trovador José Cordeiro, exaltando o progresso do povoado e do município.

     No início da década de 40, a febre malária contraída por Christino Castro na região do Gurguéia, e depois os terríveis efeitos da 2ª Guerra Mundial sobre a economia do País e do Piauí, estancaram o comércio com o exterior, levando sua firma à paralisação dos negócios. Após longos anos de luta e sofrimento, deu-se o colapso e a dissolução da firma à mingua de financiamentos e de novos negócios para seus produtos, motivado por uma guerra que parecia não acabar mais. Era o fim de uma era dourada na região.

     Christino Castro faleceu logo depois, no dia 1º de fevereiro de 1950, quando  se encontrava em tratamento de saúde em Teresina, interno no Hospital Areolino de Abreu. Casado com a Sra. Zezé Castro, deixou treze filhos, quase todos menores de idade. Como patrimônio, restou-lhe este casarão, onde residia com a família e, o mais importante, o exemplo de vida de um homem possuidor de excelentes qualidades morais, dotado de muita inteligência, amor ao trabalho e honestidade.

     Ao registrar o infausto  acontecimento da morte de Christino Castro, o jornal "Resistência", de Teresina, fez-lhe o elogio fúnebre: "Como forte empreendedor, foi quem desbravou, com sua frota de caminhões o sul do Estado, incentivando o plantio e comércio de algodão, na rica zona de Nova Lapa e Bom Jesus, o que trouxe, incontestavelmente, naquela época, grandes melhoramentos àquela região."

     "O arrojo de seu empreendimento  esmagou-o em uma derrota comercial sem precedentes naqueles rincões, com a baixa do  algodão".

     "Viveu e adoeceu, este piauiense digno e honrado, vítima de seu próprio dinamismo, morrendo sob a pressão da derrota que foi originada em acontecimentos que a sua vontade foi incapaz de contornar ou deter. No momento em que desaparece, depois de longo sofrimento, se impõe este registro, como uma tardia justiça na morte do homem que foi malogrado pioneiro de uma empresa que está por ser realizada naquela zona".

     A competente historiadora florianense, professora Josefina Demes, por ocasião do falecimento de Christino Castro, a quem conheceu e acompanhou a sua trajetória como empresário bem sucedido em Floriano e sul do Estado, escreveu que, a despeito do infortúnio ocorrido com seus empreendimentos comerciais e industriais, "ele seria lembrado às gerações futuras como o 'Mauá piauiense', pela sua extraordinária capacidade de trabalho e realização, a serviço de uma visão grandiosa do futuro".

      Em 29 de Outubro de 1953, através da lei nº 895, votada pela Assembléia Legislativa do Piauí, o povoado de Nova Lapa foi elevado à categoria de Município, com o nome de Christino Castro, desmembrado do de Bom Jesus, em homenagem ao primeiro industrial estabelecido na região.

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POR QUE O ESPAÇO CULTURAL?

          Após o falecimento de nossa irmã Alda Castro, que residia e cuidava com zelo do casarão pertencente aos sucessores de Christino Castro, era urgente uma decisão a respeito do quê fazer dele. Dentre as diversas sugestões apresentadas, foi vitoriosa a idéia de ceder o imóvel ao Estado para fazer dele um espaço destinado não somente à preservação da memória e cultura de Floriano, como de apoio ao aprendizado de computação e estímulo ao aprimoramento intelectual da mocidade florianense.

     Com esse objetivo, foi assinado entre os herdeiros de Christino Castro contrato de comodato e cessão do imóvel, móveis e objetos da família ao Estado do Piauí, através da Fundação Estadual de Cultura e do Desporto -  Fundec -  a fim de nele instituir e administrar o Espaço Cultural, "onde funcionará o museu "Zezé Castro", abrigando objetos da família de Christino Castro e outros de interesse da comunidade, a biblioteca "Da Costa e Silva" e um Anfiteatro para reuniões, palestras e apresentações" (Cláusula Terceira - da Finalidade).

     Graças à compreensão e espírito público demonstrado pelas autoridades do Governo do Estado do Piauí, foi possível a realização desse projeto do  maior interesse para a população florianense.

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     O museu do Espaço Cultural abrigará objetos da família de Christino Castro e outros de interesse da comunidade, assim como objetos, fotos e documentos que digam respeito à preservação da história, cultura e modo de vida florianense.

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     Assim como no museu do Espaço, estão na biblioteca livros pertencentes à família Castro, juntamente com obras recentes que contribuirão para o estudo e pesquisa. Contando com obras diversas dos mais conceituados autores, esta biblioteca atende plenamente à comunidade florianense, sempre que procurada, colaborando com o ensino e o aprendizado da mocidade florianense.

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   O Espaço Cultural Christino Castro conta com atividades diversas para a população de Floriano como aulas de dança e informática, dando às crianças e jovens da cidade uma ótima alternativa de aprendizado e entretenimento.

• Atualmente estão matriculados e frequentando às aulas, cerca de 300 alunos no curso básico de informática.

• As aulas de dança Clássica e Folclórica são supervisionadas pela professora Elineusa Ramos.

• Sob  a direção da Professora Janer Brother foi inaugurado e está em funcionamento o curso patrocinado pela PRODART (Programa de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense), com amplo sucesso. Neste local foi instalada a loja "Cabeça de Cúia" para comercialização das peças alí produzidas.

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     Toda a cidade de Floriano está convidada a participar do Espaço Cultural e toda colaboração será bem recebida. Escolas, cursos e outros centros culturais poderão juntarem-se ao Espaço  para que haja uma maior sintonia entre eles e os moradores dessa colhedora Cidade, visando o desenvolvimento intelectual dos jovens e propocionando uma melhoria da qualiadade de vida social e cultural aos seus habitantes.

     O Espaço Cultural estará sempre de portas abertas aos visitantes, internautas e pessoas de boa vontade.

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Espaço Cultural Christino Castro
Av Eurípedes de Aguiar, 440 - Centro

CEP: 64.800-000
Floriano . Piauí

Telefone: (0XX89) 521-6273
Contato Brasília: (61) 409-1096
                 Telefax: (61) 409-1095